
Busquei inspirações esses dias mas me senti debilitada... Correria, confusão, mistura de sentimentos fizeram com que minhas palavras embolassem no teclado. Até que noite passada tive um sonho com Juca, e me fez contar essa linda historinha real. Com um final triste para alguns, para mim não soa mais dessa maneira. Ainda bem que sonho, se não fosse assim, sei lá.
Bom, apesar da simplicidade do texto, e poucas fantasias como gosto de fazer, foi muito duro postar. Mas está ai, fiquem a vontade.
Bom, apesar da simplicidade do texto, e poucas fantasias como gosto de fazer, foi muito duro postar. Mas está ai, fiquem a vontade.
CAPÍTULO I
O COMEÇO
Juca era o mais cobiçado herdeiro daquele reino, tinha o codinome “ príncipe”. Me lembro bem de seu jeito descontraído, simples e palhaço... talvez isso a conquistou. No começo havia receio ou até uma forma de preconceito. Se sentia pequena diante de seu imenso universo. Ela, que sempre adorava as coisas simples da vida, não iria se atrever a apaixonar por um príncipe.
...- Imagina!!! ... eu sentada a mesa dos cortes. Sobre o que essas pessoas devem falar? Dotes, viagens pelo mundo, monopólio, empresas, fortunas?
Não, ela não vivia tais experiencias... A única coisa que tinha em sua bagagem de informações, era algumas viagens pelo Brasil com mochila nas costas, e o sonho de ser feliz...
O primeiro encontro aconteceu em sua cidade natal. Ambos sabiam de suas existências, mas ela sempre com o receio de se aproximar, ia levando suas palavras como forma de ironia. O que os anteciparam além de seus amigos em comum, foi a maior rede de comunicação do mundo, nas cortes daquele tempo já existia a Internet. Com seu jeito meio reverente, ele avisou que iria a seu encontro e foi mesmo...
Seus olhares se cruzaram pela primeira vez... ela com o bloqueio de que não iria dar certo havia deixado desmoronar todo pensamento negativo. Brincalhão e sempre sorridente,a tal plebeia se surpreendia e achava engraçado suas gírias de menino mimado. O primeiro beijo aconteceu e a partir daí a vontade de se ver mais e mais crescia absurdamente, foi ai que aqueles mundos tão diferentes se juntaram e entraram em perfeita harmonia. Ela mostrava a ele as coisas simples que vivia em seus dias...e ele a ensinou quebrar todo preconceito que enxergava em seu meio que para ela não era mais egocêntrico. Maravilhosamente os via como um conto de histórias infantis, só que sem bruxas ou madrastas...
CAPÍTULO II
Juca era o mais cobiçado herdeiro daquele reino, tinha o codinome “ príncipe”. Me lembro bem de seu jeito descontraído, simples e palhaço... talvez isso a conquistou. No começo havia receio ou até uma forma de preconceito. Se sentia pequena diante de seu imenso universo. Ela, que sempre adorava as coisas simples da vida, não iria se atrever a apaixonar por um príncipe.
...- Imagina!!! ... eu sentada a mesa dos cortes. Sobre o que essas pessoas devem falar? Dotes, viagens pelo mundo, monopólio, empresas, fortunas?
Não, ela não vivia tais experiencias... A única coisa que tinha em sua bagagem de informações, era algumas viagens pelo Brasil com mochila nas costas, e o sonho de ser feliz...
O primeiro encontro aconteceu em sua cidade natal. Ambos sabiam de suas existências, mas ela sempre com o receio de se aproximar, ia levando suas palavras como forma de ironia. O que os anteciparam além de seus amigos em comum, foi a maior rede de comunicação do mundo, nas cortes daquele tempo já existia a Internet. Com seu jeito meio reverente, ele avisou que iria a seu encontro e foi mesmo...
Seus olhares se cruzaram pela primeira vez... ela com o bloqueio de que não iria dar certo havia deixado desmoronar todo pensamento negativo. Brincalhão e sempre sorridente,a tal plebeia se surpreendia e achava engraçado suas gírias de menino mimado. O primeiro beijo aconteceu e a partir daí a vontade de se ver mais e mais crescia absurdamente, foi ai que aqueles mundos tão diferentes se juntaram e entraram em perfeita harmonia. Ela mostrava a ele as coisas simples que vivia em seus dias...e ele a ensinou quebrar todo preconceito que enxergava em seu meio que para ela não era mais egocêntrico. Maravilhosamente os via como um conto de histórias infantis, só que sem bruxas ou madrastas...
CAPÍTULO II
MESA DE JANTAR
Chegou o dia de sentar se a mesa...
E agora, o que vestir? O simples, casual, chique, moderno? Bem, optou pelo simples chique (bata branca, calça jeans e uma salto alto),maquiagem leve, cabelo soltos e um sorriso pardo e sem jeito. Não sabia como se portava. Dentre tantas opções de vinhos, pro secos e chandons, queria uma cervejinha. Mas optou pelo vinho, sabia que essa bebida não iria errar. E um básico dialogo acontece.
- Olá minha nora.
.... putz, o que falo? Ola sogro e sogra? Naaoo...
- Olá, tudo bem? Muito prazer.
- Imagina... Que menina linda filho... Me orgulho e saber que tens bom gosto.
...Ufa, era como se eliminasse mais um problema...Estava se sentindo horrível...
- Obrigada!... exclamou...
- Começaremos com uma saladinha, depois serviremos o jantar...
Ao sentar, seus olhos bateram em um ponto fixo que paralisou ali. Os talheres, que desastre! Esquecera de estudar essa etiqueta...
Pediu licença educadamente e se dirigiu ao banheiro para ver se não tinha algo verde em seu dente, folha de alface ou coisa assim. Ao pegar o papel higiênico para limpar um borrado de sua maquiagem avistou algo surpreendente... Socorro!... nunca tinha visto uma coisa daquelas, o tal papel era em forma de desenhos em notas de dólar. Queria sair voando dali imediatamente. O medo do que poderia vir pela frente aumentava e isso a travou ainda mais, suas palavras foram se reprimindo, e o dialogo passou a ser apenas com sua mente...
- Oi mente vamos vazar?
Até aparecer um garoto gentil com cabelos enrolados e o sorriso mais singelo que já conheceu. Era seu irmão, o pequeno caçula. Esse tal rapaz levou um conforto profundo naquela mesa, não se sabe o motivo. Talvez seja por causa de seu rosto que parecia um anjo... sentiu muito afeto ali.
No decorrer da noite, ainda presa só que bem mais leve do que chegou terminou a sobremesa...
Ufa, ocorreu tudo bem. Quisera ela não tivesse começado e nem terminado aquela noite, queria conhecer um pouco mais aquelas pessoas. Nessa trajetória, começou a sentir um aconchego inexplicável... seus pais não eram mais insólitos, apelidou carinhosamente de tio e tia. O olhar fechado começou a se abrir ao notar que aquela grande fortuna não passava de um luxo que as pessoas adquirem com seu esforço merecidamente, aquela família era muito mais do que qualquer coisa relacionada a algo material.
Voltava para sua cidade, e os encontros virtuais recomeçavam ate se verem novamente. Cada vez era diferente. Ele que era arteiro, intenso e sonhador, sempre arrumava um jeito especial de conquista la.
Capitulo III
O FIM E O RECOMEÇO DO FIM
Ao ligar seu computador pela manhã para iniciar suas tarefas de trabalho, se deparou com a noticia..
Um helicóptero cai em Alphaville SP, deixa 1 vítima e 2 feridos...
O telefone toca e o alvoroço toma conta do ambiente... Ninguém tinha condições de contar a noticia... As pessoas chorando,e ela intacta não poderia crer que aquele era seu príncipe... Queria ter asas naquele momento e partir direto a seu encontro... Pegou o primeiro avião e constatou que a morte era realmente de Juca e seu irmão caçula que falecera após algumas horas... Seus corpos estavam ali... Não conseguia acreditar... A interrupção de toda aquela historia incrível foi apartada pela lei natural da vida, com a única certeza dos mortais. A dor aumentava ao ver os laços daquela família tão especial serem desfeitos de tal maneira. Perdeu o chão, os sentidos... se mergulhou profundamente em suas lágrimas, se apertava, se abraçava. As cenas vinham como flashs em rotações por segundos. Trocava passos, mas não via o que tinha em sua frente.
A perda foi grande, o coração dilacerado tomou sua forma ao se conformar que a morte é uma passagem de vida... a dor de quem fica é insubstituível, mas distinguia que as lembranças eram mais intensas e prazerosas...
E o amor da família nunca acabou, apenas ficou compacto, eram 4 e se tornaram 2, e foi assim que recomeçaram suas vidas... E para ela ao visitar aquela casa após a mesa de jantar, lágrimas escorrem. Mas quem dirá que são de afeto, tristeza, saudades, lembranças. Apenas ela e seus "tios”sabem o que é essa união de sentimentos quando se encontram, e ao ver a sua foto junto a ele em um porta retrato estampado na sala, constata que ali existiu uma simples, viva e linda historia de nós dois...
FIM
Pássaro Ermo
...Ufa, era como se eliminasse mais um problema...Estava se sentindo horrível...
- Obrigada!... exclamou...
- Começaremos com uma saladinha, depois serviremos o jantar...
Ao sentar, seus olhos bateram em um ponto fixo que paralisou ali. Os talheres, que desastre! Esquecera de estudar essa etiqueta...
Pediu licença educadamente e se dirigiu ao banheiro para ver se não tinha algo verde em seu dente, folha de alface ou coisa assim. Ao pegar o papel higiênico para limpar um borrado de sua maquiagem avistou algo surpreendente... Socorro!... nunca tinha visto uma coisa daquelas, o tal papel era em forma de desenhos em notas de dólar. Queria sair voando dali imediatamente. O medo do que poderia vir pela frente aumentava e isso a travou ainda mais, suas palavras foram se reprimindo, e o dialogo passou a ser apenas com sua mente...
- Oi mente vamos vazar?
Até aparecer um garoto gentil com cabelos enrolados e o sorriso mais singelo que já conheceu. Era seu irmão, o pequeno caçula. Esse tal rapaz levou um conforto profundo naquela mesa, não se sabe o motivo. Talvez seja por causa de seu rosto que parecia um anjo... sentiu muito afeto ali.
No decorrer da noite, ainda presa só que bem mais leve do que chegou terminou a sobremesa...
Ufa, ocorreu tudo bem. Quisera ela não tivesse começado e nem terminado aquela noite, queria conhecer um pouco mais aquelas pessoas. Nessa trajetória, começou a sentir um aconchego inexplicável... seus pais não eram mais insólitos, apelidou carinhosamente de tio e tia. O olhar fechado começou a se abrir ao notar que aquela grande fortuna não passava de um luxo que as pessoas adquirem com seu esforço merecidamente, aquela família era muito mais do que qualquer coisa relacionada a algo material.
Voltava para sua cidade, e os encontros virtuais recomeçavam ate se verem novamente. Cada vez era diferente. Ele que era arteiro, intenso e sonhador, sempre arrumava um jeito especial de conquista la.
Capitulo III
O FIM E O RECOMEÇO DO FIM
Ao ligar seu computador pela manhã para iniciar suas tarefas de trabalho, se deparou com a noticia..
Um helicóptero cai em Alphaville SP, deixa 1 vítima e 2 feridos...
O telefone toca e o alvoroço toma conta do ambiente... Ninguém tinha condições de contar a noticia... As pessoas chorando,e ela intacta não poderia crer que aquele era seu príncipe... Queria ter asas naquele momento e partir direto a seu encontro... Pegou o primeiro avião e constatou que a morte era realmente de Juca e seu irmão caçula que falecera após algumas horas... Seus corpos estavam ali... Não conseguia acreditar... A interrupção de toda aquela historia incrível foi apartada pela lei natural da vida, com a única certeza dos mortais. A dor aumentava ao ver os laços daquela família tão especial serem desfeitos de tal maneira. Perdeu o chão, os sentidos... se mergulhou profundamente em suas lágrimas, se apertava, se abraçava. As cenas vinham como flashs em rotações por segundos. Trocava passos, mas não via o que tinha em sua frente.
A perda foi grande, o coração dilacerado tomou sua forma ao se conformar que a morte é uma passagem de vida... a dor de quem fica é insubstituível, mas distinguia que as lembranças eram mais intensas e prazerosas...
E o amor da família nunca acabou, apenas ficou compacto, eram 4 e se tornaram 2, e foi assim que recomeçaram suas vidas... E para ela ao visitar aquela casa após a mesa de jantar, lágrimas escorrem. Mas quem dirá que são de afeto, tristeza, saudades, lembranças. Apenas ela e seus "tios”sabem o que é essa união de sentimentos quando se encontram, e ao ver a sua foto junto a ele em um porta retrato estampado na sala, constata que ali existiu uma simples, viva e linda historia de nós dois...
FIM
Pássaro Ermo

7 comentários:
Isso é ficção? Realidade? Os dois? Eu achei triste! Queria saber mais... rs! Curiosa, eu? Não!!!
Beijos.
Viu minha loucura, aí acima, né?
Abro várias telas ao mesmo tempo e acabei postando no seu blog um comentário que era para outro...
Liga, não! É doença de doente adoecido.
Beijos.
Não deveria ter postado mesmo esse texto...snif... lembrei de tudo que vc sentiu, mas ao mesmo tempo q me senti triste ao ler, senti uma paz, conforto.
uma historia que jamais esquecerei sem duvida.
Bjus amiga!
Elga,
É uma realidade... sou a protagonista dessa historinha... Aconteceu alguns anos atrás...
Fiquei mal, uma dor mto forte... mas hoje o que mais me conforta sao seus pais.. ao visitar eles, ou lembrar que estao vivos, etc... sinto conforto... Engraçado, cada um com a maneira de superar a dor da perda... A minha foi os pais... sinto vida quando estou c eles...como se ele nunca tivesse se apartado... Enfim, o tempo me ajudou muito tb,e hoje a dor foi substituida pelas lembranças...
Quando encontrar com vc posso te contar mais detalhes dessa historia... adoro pessoas curiosas,tb sou assim...rs... Bjus!
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Paulinha,
Depois que postei o texto dei uma descarregada... Ele tb me trouxe paz e conforto... estava com o coraçao meio conturbado... aliviei um pouco... Que bom q apareceu por ak...
Volte sempre!!
Beijus!
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Fiquei arrepiada. Muito bonito e triste. Em se tratando de uma estória real, mais ainda. Tenho certeza que mesmo lá de cima ele olha por vc.. Me fez lembra que precisamos muito ver os tios.
Podia ser antes do Natal.
amo vc!
Bj
( PS: Estou fã dos seus textos)
Linda história...
Real pra você...
Real pra mim ...
Real pra quem conhece a morte e suas marcas, por vezes maqueadas pela vida real...
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