segunda-feira

O vencedor


Se soubesse o que fazer teria saído do jogo
Da mesma forma que entrou sem saber jogar
A fulga constante despertou em si um sentimento de fôlego
Não, não podia democratizar
Sua vontade escravizada era a única que permanecia
E cada vitoria recebia o premio da força para continuar
Entao cosntatava que essa força, era a vontade de sempre vencer
Mas nesse jogo não havia vencedores
Foi aí que o cansaço se deu por vencido
Partiu para a platéia e acompanhou o final
De longe comprovou
O grande vencedor era quem não sabia jogar

Pássaro Ermo

sexta-feira

Um pouco de loucura





Se eles são bonitos, sou Alain Delon
Se eles são famosos, sou Napoleão
Eu juro que é melhor não ser o normal.
Se eu posso pensar que Deus sou eu.
Se eles têm três carros, eu posso voar
Se eles rezam muito, eu já estou no céu
Sim sou muito louco, não vou me curar
Já não sou o único que encontrou a paz

Mas louco é quem me diz
E não é feliz

Eu sou feliz...




Trilha de uma amizade louca e santa. Quem sabe deve ser loucura ser normal. Para isso só sendo louco.


Parece loucura?


Rafael e Abel grandes amigos.






Música Mutantes, homenagem de Pássaro Ermo.




terça-feira

Confissões humanas




Dali sai do ventilador quase quebrado um vento que refresca meus pés. Como quem não quer nada, mais uma vez me toca, e enjeta ares de levezas a meu coração.
Me sentia em meio a um caos, sim resolvia entrever, e depois debandar. Comecei a notar que essa poderia ser a graça de todo o processo do amor anular.
Não tinha mais graça, senti cansada e debilitada de tudo que me enganasse e me jogasse na possa de lamas sujas, até de mim que ajudei a derrubar. A intenção não era acostumar, mas acostumei. Cansei de buscar respostas humanas, elas não me servem, saem de bocas levianas como faíscas que toca o coração e cauteriza cada partícula do afeto construído. A cada dia acredito menos neles, e me pego na sensação de fobia, não tenho como fugir, nem que eu viva 100 anos. Talvez por isso creio tanto na espiritualidade, na natureza, nos bichos, nas crianças. Palavras sinceras, gestos de amor puro. Quem nos dera mundo, se tudo fosse assim. Alguns dizem que não teria graça.
... Pura hipocrisia... Tamanha que me faz tornar humana, e ao conformar em ser mais um deles, descubro falhas em mim mesma, falhas que aparecem quando tento fugir ou até me aproximar das pessoas. Por esse motivo tenho tido bastante experiências, e percebi que pensar no bem do próximo (que também é humano ) me faz sentir um pouco longe dessa realidade. Há tempos não pensava no próximo, até um próprio próximo me tirar as viseiras. E assim ando refletindo bastante e enxergando o mal que faço a mim mesma absorvendo pensamentos negativos a criaturas como eu em sua individualidade. A positividade me faz sentir perto das belezas da vida e de mim mesma, faz lembrar de quando pensava em ser feliz vendo o outro se alegrar. Estava demorando voltar esse sentimento. Procurei ficar só, afugentei para a natureza, lugar onde sempre vou quando quero fortalecer as coisas boas de meus pensamentos. E lá encontrei a paz em viver nossa vida particular por alguns instantes. Por ali tento agarrar o vento em minhas mãos ou meus braços entre as pernas, querendo que aquela brisa não saísse mais dali. Ao enxergar que não havia possibilidade, olhei para o lado e vi que não estava só..Na minha imaginação observei cores diferentes , cores fortes, reais e bem definidas, sem misturas, nada de psicodelia. Suspiros de palavras doce embolavam com os redemoinhos do vento. Abri meus olhos, e notei que o tempo nublou, o cinza também apareceu, tapando o azul do céu. Caminhei um pouco pelos chuviscos, e apertei os pés quando ficaram fortes, me senti na natureza novamente, mesmo por baixo das nuvens escuras. A sensação foi boa... O cinza e o céu carregado de agua tapou as cores, mas lavaram minha alma. Por ali tinha um sol que me acompanhava, em forma de raios me aquecia, não da chuva, mas do frio de meu coração com apenas o raiar branco de sorrisos. Seus olhos perguntavam por onde eu realmente andava, você que me conhece tanto, não me conhecia mais. Diante a tantas questões, fui voltando a olhar para meu interior, fazendo regressar. Ao chegar em casa com ventilador gelado a meus pés, e ouvindo o barulhinho da chuva daquele dia, consigo agora responder humanamente o que não consegui: Sou o único humano em que posso confiar e acreditar no amor por mim e pelo tanto dele que ainda resta para dar.


Pássaro Ermo
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