Dali sai do ventilador quase quebrado um vento que refresca meus pés. Como quem não quer nada, mais uma vez me toca, e enjeta ares de levezas a meu coração.
Me sentia em meio a um caos, sim resolvia entrever, e depois debandar. Comecei a notar que essa poderia ser a graça de todo o processo do amor anular.
Não tinha mais graça, senti cansada e debilitada de tudo que me enganasse e me jogasse na possa de lamas sujas, até de mim que ajudei a derrubar. A intenção não era acostumar, mas acostumei. Cansei de buscar respostas humanas, elas não me servem, saem de bocas levianas como faíscas que toca o coração e cauteriza cada partícula do afeto construído. A cada dia acredito menos neles, e me pego na sensação de fobia, não tenho como fugir, nem que eu viva 100 anos. Talvez por isso creio tanto na espiritualidade, na natureza, nos bichos, nas crianças. Palavras sinceras, gestos de amor puro. Quem nos dera mundo, se tudo fosse assim. Alguns dizem que não teria graça.
... Pura hipocrisia... Tamanha que me faz tornar humana, e ao conformar em ser mais um deles, descubro falhas em mim mesma, falhas que aparecem quando tento fugir ou até me aproximar das pessoas. Por esse motivo tenho tido bastante experiências, e percebi que pensar no bem do próximo (que também é humano ) me faz sentir um pouco longe dessa realidade. Há tempos não pensava no próximo, até um próprio próximo me tirar as viseiras. E assim ando refletindo bastante e enxergando o mal que faço a mim mesma absorvendo pensamentos negativos a criaturas como eu em sua individualidade. A positividade me faz sentir perto das belezas da vida e de mim mesma, faz lembrar de quando pensava em ser feliz vendo o outro se alegrar. Estava demorando voltar esse sentimento. Procurei ficar só, afugentei para a natureza, lugar onde sempre vou quando quero fortalecer as coisas boas de meus pensamentos. E lá encontrei a paz em viver nossa vida particular por alguns instantes. Por ali tento agarrar o vento em minhas mãos ou meus braços entre as pernas, querendo que aquela brisa não saísse mais dali. Ao enxergar que não havia possibilidade, olhei para o lado e vi que não estava só..Na minha imaginação observei cores diferentes , cores fortes, reais e bem definidas, sem misturas, nada de psicodelia. Suspiros de palavras doce embolavam com os redemoinhos do vento. Abri meus olhos, e notei que o tempo nublou, o cinza também apareceu, tapando o azul do céu. Caminhei um pouco pelos chuviscos, e apertei os pés quando ficaram fortes, me senti na natureza novamente, mesmo por baixo das nuvens escuras. A sensação foi boa... O cinza e o céu carregado de agua tapou as cores, mas lavaram minha alma. Por ali tinha um sol que me acompanhava, em forma de raios me aquecia, não da chuva, mas do frio de meu coração com apenas o raiar branco de sorrisos. Seus olhos perguntavam por onde eu realmente andava, você que me conhece tanto, não me conhecia mais. Diante a tantas questões, fui voltando a olhar para meu interior, fazendo regressar. Ao chegar em casa com ventilador gelado a meus pés, e ouvindo o barulhinho da chuva daquele dia, consigo agora responder humanamente o que não consegui: Sou o único humano em que posso confiar e acreditar no amor por mim e pelo tanto dele que ainda resta para dar.
Pássaro Ermo
Me sentia em meio a um caos, sim resolvia entrever, e depois debandar. Comecei a notar que essa poderia ser a graça de todo o processo do amor anular.
Não tinha mais graça, senti cansada e debilitada de tudo que me enganasse e me jogasse na possa de lamas sujas, até de mim que ajudei a derrubar. A intenção não era acostumar, mas acostumei. Cansei de buscar respostas humanas, elas não me servem, saem de bocas levianas como faíscas que toca o coração e cauteriza cada partícula do afeto construído. A cada dia acredito menos neles, e me pego na sensação de fobia, não tenho como fugir, nem que eu viva 100 anos. Talvez por isso creio tanto na espiritualidade, na natureza, nos bichos, nas crianças. Palavras sinceras, gestos de amor puro. Quem nos dera mundo, se tudo fosse assim. Alguns dizem que não teria graça.
... Pura hipocrisia... Tamanha que me faz tornar humana, e ao conformar em ser mais um deles, descubro falhas em mim mesma, falhas que aparecem quando tento fugir ou até me aproximar das pessoas. Por esse motivo tenho tido bastante experiências, e percebi que pensar no bem do próximo (que também é humano ) me faz sentir um pouco longe dessa realidade. Há tempos não pensava no próximo, até um próprio próximo me tirar as viseiras. E assim ando refletindo bastante e enxergando o mal que faço a mim mesma absorvendo pensamentos negativos a criaturas como eu em sua individualidade. A positividade me faz sentir perto das belezas da vida e de mim mesma, faz lembrar de quando pensava em ser feliz vendo o outro se alegrar. Estava demorando voltar esse sentimento. Procurei ficar só, afugentei para a natureza, lugar onde sempre vou quando quero fortalecer as coisas boas de meus pensamentos. E lá encontrei a paz em viver nossa vida particular por alguns instantes. Por ali tento agarrar o vento em minhas mãos ou meus braços entre as pernas, querendo que aquela brisa não saísse mais dali. Ao enxergar que não havia possibilidade, olhei para o lado e vi que não estava só..Na minha imaginação observei cores diferentes , cores fortes, reais e bem definidas, sem misturas, nada de psicodelia. Suspiros de palavras doce embolavam com os redemoinhos do vento. Abri meus olhos, e notei que o tempo nublou, o cinza também apareceu, tapando o azul do céu. Caminhei um pouco pelos chuviscos, e apertei os pés quando ficaram fortes, me senti na natureza novamente, mesmo por baixo das nuvens escuras. A sensação foi boa... O cinza e o céu carregado de agua tapou as cores, mas lavaram minha alma. Por ali tinha um sol que me acompanhava, em forma de raios me aquecia, não da chuva, mas do frio de meu coração com apenas o raiar branco de sorrisos. Seus olhos perguntavam por onde eu realmente andava, você que me conhece tanto, não me conhecia mais. Diante a tantas questões, fui voltando a olhar para meu interior, fazendo regressar. Ao chegar em casa com ventilador gelado a meus pés, e ouvindo o barulhinho da chuva daquele dia, consigo agora responder humanamente o que não consegui: Sou o único humano em que posso confiar e acreditar no amor por mim e pelo tanto dele que ainda resta para dar.
Pássaro Ermo

3 comentários:
Que isso hein Polão! bonito texto... Mas me permita discordar de vc quando diz que há muito tempo não se sente humana, e nao ama ao proximo. Não creio que isso aconteceu, tudo bem que mes de agosto não fez as doaçoes das sextas báscicas, e te enchi o saco por isso. Isso não te deixou paranoica não ne? hahahahhaha. É isso ai, até que vale a pena suas noites de insonias na internet, para postar textos como esse. Viu não te zuei como pensou, de verdade estou adorando seu blog, só vc Polão, figura. Fica na Paz.
Abraços!
seu amigo e irmão Abel.
Dei uma sumida, ainda bem que sumimos. rs. Esse texto postado me fez lembrar de algo.uhum, Feliz 2009 pra nós passarinha.
beijos doces.
Abel,
Primeiramente obrigada pelo elogio do blog... Mas nem é... na verdade escrevo e o q acho mais ou menos coloco ak...rs... e sobre a cesta básica...kkkk... nunca mais deixei de doar, de tanto q me encheu o saco, entao fique tranquilo que n estou com paranoias quanto a isso... Na verdade, é que ultimamente realmente estava meio desligada a importancia das outras pessoas... deixando de desejar o bem... nao sei explicar, talvez por ver tanta gente nem aí para os sentimentos, tantas coisas que vem no nosso dia a dia, coisas negativas que também vem das pessoas... sei la nos deixa meio sem fé... bom, mas grande um sol me iluminou com palavrinhas reais e me fez voltar...
Fica na Paz tb
Bjus
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Sol,
Ah... te faz lembrar algo? Entao acha que o texto também pode ser proposital? rsrsrs... huuum, sera, sera? Deixarei vc pensar...rs...
Um beijao!! Obrigada por tudo...
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