
O cenário é o mesmo, uma cor parda e cinza padecia em minha mente... O mundo sem forma, a natureza precária... Os homens tapando tudo com concreto... E o canto do passarinho cada vez mais ermo...
Jogaram tinta no mundo...
Quando começa o dia, sempre encontro a forma de ver o sol... o céu, as cores... mas a convivência com o ser que se diz humano , transforma tudo desbotado, abafado... A fobia de voltar aqueles dias em que sentia um cheirinho de filtro solar, e o gosto de balas chita era maior que a vontade de entrar em meu quarto e imaginar que amanha preciso descobrir a formula de ganhar dinheiro... Sinto muita falta das crianças correndo pra lá e pra cá até a hora da novela das 20:00 acabar e só voltarem mesmo quando a mãe disser: - depois da novela, banho e cama, amanha tem que acordar cedo para fazer o Para Casa...
A única coisa que me faz enxergar tintas multicor em meu cenário são as crianças e os animais... Ambos são mágicos... a fidelidade deles me fascina... o amor, a alegria sincera ao me receber de braços abertos ou patas inquietas por muitas vezes fazem os olhos aguarem... Ainda bem que tenho o privilegio de ter essa sensação em meus dias... Mesmo que ao chegar em casa só ou recomeçar o dia, o cenário volte a sua cor original...
Uns dizem que é falta do amor... Desconfio que seja, o mundo sente a falta desse sentimento, até mesmo porque as vezes tenho a sensação de que fui transferida para um outro plano... como se alguém pincelasse todo meu painel de cores mágicas... Esse tal pintor me mostra a maravilha das cores... e como elas entram em sintonia, os tons, as combinações... é fantástico... e o quanto é grande aquele lugar, e o que me impressiona é a imensidão daquela natureza e caber apenas nós, como se a entrada fosse franca para quem não se entrosasse com ela... aliás, é a única coisa que permanece ali sem nos fazer o mal... é linda como nosso jeito de amar, gostosa como nosso jeito de senti la... e não morre como nossa vontade de ficar ali desejando que o mundo extremo não nos tire daquele abstracto... Mas acabaram as tintas... e a única coisa que levo dali é o descarrego de meus problemas, a tinta colorida absorve tudo de ruim...e a natureza nos esperará mais linda como antes, aquele universo de cores e fantasias ficarão intactas para o nosso próximo capitulo... E enquanto espero novamente o canto de meu artista, vou entrando no mundo das crianças, do passado bom e dos animais, regozijando com alegria... já que aqui fora é a melhor forma de me fazer feliz...
Pássaro Ermo
Jogaram tinta no mundo...
Quando começa o dia, sempre encontro a forma de ver o sol... o céu, as cores... mas a convivência com o ser que se diz humano , transforma tudo desbotado, abafado... A fobia de voltar aqueles dias em que sentia um cheirinho de filtro solar, e o gosto de balas chita era maior que a vontade de entrar em meu quarto e imaginar que amanha preciso descobrir a formula de ganhar dinheiro... Sinto muita falta das crianças correndo pra lá e pra cá até a hora da novela das 20:00 acabar e só voltarem mesmo quando a mãe disser: - depois da novela, banho e cama, amanha tem que acordar cedo para fazer o Para Casa...
A única coisa que me faz enxergar tintas multicor em meu cenário são as crianças e os animais... Ambos são mágicos... a fidelidade deles me fascina... o amor, a alegria sincera ao me receber de braços abertos ou patas inquietas por muitas vezes fazem os olhos aguarem... Ainda bem que tenho o privilegio de ter essa sensação em meus dias... Mesmo que ao chegar em casa só ou recomeçar o dia, o cenário volte a sua cor original...
Uns dizem que é falta do amor... Desconfio que seja, o mundo sente a falta desse sentimento, até mesmo porque as vezes tenho a sensação de que fui transferida para um outro plano... como se alguém pincelasse todo meu painel de cores mágicas... Esse tal pintor me mostra a maravilha das cores... e como elas entram em sintonia, os tons, as combinações... é fantástico... e o quanto é grande aquele lugar, e o que me impressiona é a imensidão daquela natureza e caber apenas nós, como se a entrada fosse franca para quem não se entrosasse com ela... aliás, é a única coisa que permanece ali sem nos fazer o mal... é linda como nosso jeito de amar, gostosa como nosso jeito de senti la... e não morre como nossa vontade de ficar ali desejando que o mundo extremo não nos tire daquele abstracto... Mas acabaram as tintas... e a única coisa que levo dali é o descarrego de meus problemas, a tinta colorida absorve tudo de ruim...e a natureza nos esperará mais linda como antes, aquele universo de cores e fantasias ficarão intactas para o nosso próximo capitulo... E enquanto espero novamente o canto de meu artista, vou entrando no mundo das crianças, do passado bom e dos animais, regozijando com alegria... já que aqui fora é a melhor forma de me fazer feliz...
Pássaro Ermo

13 comentários:
Catifa,
Vc está aprimorando sua maneira de escrever. Tudo é prática, né? Estas escrevendo cada vez melhor. Acho bonita sua relação com a natureza, o prazer que sente em vivenciá-la. Sua alegria, a vontade de viver intensamente é muito bonita. Mesmo que perceba alguns traços de melancolia... Beijos.
Oi Passaro...
Pasei por aqui meio sem querer
E fui ficando, sentindo as tonalidades das cores de quem voa e enxerga as coisas lá de cima, muitas vezes sem se aproximar.
Então me deparei com algumas palavras vermelhas...as reconheci.
E por isso escrevi sobre um passaro lá no meu blog.
Sobrevoe lá...
Não poderia deixar de comentar que seu blog tá muito massa. Quanto ao texto em questão, te digo que senti a mesma coisa quando o meu ninho também era nas franjas do mar. Nessas horas só se encontra conforto verdadeiro na família, nos amigos de verdade e no violão. Boa Sorte e beijos.
O Profeta...
Comentei em seu blog, em seu lindo texto... me vez voar mais alto nas imensidões de suas palavras, senti leveza em minhas asas... Como disse, pássaro quando sente o aconchego no ninho sempre volta... Voltarei a seu abrigo para te ler mais...
Saudações Profeta
Elga,
É verdade, depois de um tempo as palavras vão tomando forma... ainda mais que fiquei por muito tempo sem escrever nada...
A natureza me faz sentir viva... Realmente, tem melancolias nela... Mas posso afirmar que é um charme a mais... rs...
Bjus
Dani,
Sei que acredita, afinal
és o pintor recitado que me transfere para o mundo das cores...
Charles,
sei como é... pousei por varias vezes em seu ninho nas franjas no mar... E o conforto dos amigos, família e violão... esses sim, sao reais... mas pássaro não tem direçao, segue sua jornada onde o vento leva, mas sempre volta a seu aconchego quando a saudade aperta ...
Obrigada por comentar aqui irmão... achei que iria me zoar como sempre faz...kkkk..
Fernanda,
Sem palavras o texto que postou... Lá comentarei com mais clareza... confesso que me emocionei... aliás, ao sobrevoar pelo seu lar imenso... vi uma amplitude de amor, tudo me encantou... Vou adiciona la como meus favoritos...
Gdes bjus...
Todo mundo igual.
Falas, bobagens... tudo igual.
Canseira!
Oi Anônimo,
Resolveu da as caras por aqui também... que bom! gosto de criticas, mesmo que nao construtivas... Cada um com sua forma de pensar... isso é liberdade de expressão... verdadeiro e ao mesmo tempo triste...
Linda!
Como vc é linda! Vejo muito amor nesse seu espacinho. Do jeitinho que vc é. Amorosa, singela, frágil.
Ainda te amo minha eterna pequena. Mesmo que eu nao seja mais seu pintor. Daniel é um cara de sorte.
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