
Eu te olho te olho te olho... Com os olhos da alma, com os olhos que enxergam o transparente, e nesse tempo invisível adentro em você, vagueio em seu mundo de perto. Me sinto tão parte, tão funda ... Flutuo.
Se soubesses o que sinto agora...
Desde de que nossos corpos confusos se entrelaçaram, ficaram vestígios e nossos pedaços se misturaram em mim. Meus olhos brilham, talvez não perceba. É uma emoção sentir você me olhando infinitamente não querendo que eu vá, seu sorriso querendo aparecer no canto de seus lábios, de uma forma tímida logo se esconde no colo de meu peito, no abraço forte para não mais escapar, devagar sinto o gosto doce de sua saliva tecendo em minha garganta... Talvez não perceba quão brilhante você se torna... Pra que saber das coisas brilhantes que a mente seria incapaz de entender como nossas almas?... Sintonia de almas que me fez perder o equilíbrio e no desequilíbrio parto, sentindo para sempre olhar você em minha inspiração, e nossos pedaços cultivarei em mim com o amor que me faz desejar que não dissolvam jamais.
Pássaro Ermo

3 comentários:
Quase um Neruda....
Intenso, sofrido!
Saudades de vc, Pabla!
Beijos
Oi Olga (rs),
Depois que comentou, até que percebi a semelhança com os poemas de Pablo Neruda... Fiquei feliz!! Gosto deles...
Um beijo, saudades também...
Ei!
Apesar desse tom de Neruda com seus poemas numerados, pensei nessa trilha do Arnaldo Antunes pro seu post:
O Seu Olhar
o seu olhar lá fora
o seu olhar no céu
o seu olhar demora
o seu olhar no meu
o seu olhar seu olhar melhora
melhora o meu
onde a brasa mora
e devora o breu
onde a chuva molha
o que se escondeu
o seu olhar seu olhar melhora
melhora o meu
o seu olhar agora
o seu olhar nasceu
o seu olhar me olha
o seu olhar é seu
o seu olhar seu olhar melhora
melhora o meu
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