terça-feira


Hoje seus braços deslaçam dos meus.
Levando as flores para cultivar.
Como se comigo fossem murchar.
Deixe pelo menos a lua.
Já que o sol não vai mais iluminar.

O vento leva você
Mais uma vez
Segure forte a minha mão
Socorro!
Vejo você pequeno, cada vez menor
Minha visão está comprimida
Distante.
Não vejo mais.
Não falo mais.
O eco de meus lentos passos falam e cantam para mim.
Sinto o som, não sinto você.
Mais uma vez.

Perdão!

Pássaro Ermo

2 comentários:

Anônimo disse...

A noite aclara meu destino,
sigo sem rumo.
Resolvo enigmas e teu signo,
é meu abismo.
Alivio do corpo à alma,
me entrego.

Se você pudesse voltar atrás,
e tentar de novo...
o que você diria?
Mentiras!

Quando via teu desejo,
não tinha medo.
Corro o mundo, corto o vento,
ao tempo meu!

Lágrimas dos meus olhos,
Um forte abraço
Contentamento descontente,
de quem já amou.


Nem sol nem lua, Hoje sou anônimo.

Anônimo disse...

Adorei. Simples, direto e profundo. Difícil alguém escrever algo com tanta leveza, sem se perder no meio das palavras ... continue escrevendo, moça!